Clubes pedem a volta da cerveja aos estádios

Cerca de 30 clubes do Rio Grande do Sul articulam um pedido

Publicado em 06/06/2018
imagem de um gramado com uma garrafa de cerveja e uma bola de futebol

O consumo de bebidas alcoólicas no interior dos estádios gaúchos está proibido há dez anos, no entanto 26 clubes do estado do Rio Grande do Sul desejam rever essa história. Grêmio, Internacional e outros nomes articulam um pedido para a volta da cerveja aos estádios.

A ideia é tocada pelo Sindicato dos Clubes do Rio Grande do Sul (Sindiclubes-RS) e pretende reabrir debate na Assembleia Legislativa do Estado ainda neste ano. Um dos argumentos para a mobilização é a busca por novas fonte de receita para os jogos e uma pesquisa realizada em novembro de 2017. O Instituto Methodus entrevistou 600 torcedores na Arena e no Beira-Rio e constatou que 68,9% das pessoas consomem bebida alcoólica quando vai a jogos de futebol. E 64,3% dos participantes aprovam a venda do item nos estádios durante o tempo de jogo.

Em 2015, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul recebeu um projeto de lei para liberação de bebidas alcoólicas nos estádios. No ano passado, a mesma demanda esteve na pauta da Câmara de Vereadores de Porto Alegre. No entanto, ambos casos não evoluíram.

Em contrapartida, o atual plano do Sindiclubes é sugerir uma liberação com limitação de comercialização, como acontece nos EUA e Alemanha, onde o público pode consumir bebida alcoólica antes do início das partidas e no intervalo. Dessa forma, a proposta é que os torcedores bebam próximos aos bares do estádio, e não nas arquibancadas.

Além do comércio no entorno, o Sindiclubes e os times do Rio Grande do Sul apostam nos avanços da tecnologia - como câmeras de segurança - para controlar eventuais abusos do público. "Queremos estabelecer limites, sim, na venda. Responsabilidades com uso de tecnologia já instalada nos estádios. Esses recursos nos permitem maior segurança. Vamos trabalhar em cima do início e fim do consumo, o tipo de bebida e o local de consumo", afirma Fábio Silva, diretor do Sindiclubes, em entrevista ao UOL.

Foto: Reprodução/Pixabay