Bolt chega aos 30 em meio a consagração no esporte

Velocista jamaicano conquistou triplo tricampeonato olímpico nas pistas do Rio de Janeiro

Publicado em 20/08/2016

Usain St. Leo Bolt completa 30 anos de idade neste domingo (21), e nesse tempo muitas foram as conquistas do jamaicano, afinal, a cada Olimpíada que disputou, o velocista colocou seu nome na história do esporte. São recordes e mais recordes, 9 medalhas de ouro e um reinado absoluto entre os homens mais rápidos do mundo. Sua performance nos Jogos do Rio 2016 foi a confirmação da glória eterna, e coroou o primeiro tricampeão nas provas dos 100m, 200m e revezamento 4x100m.

Do início ao auge

No início do século XXI, nomes como Asafa Powell (Jamaica) e Tyson Gay (EUA) eram os grandes velocistas do atletismo, além, é claro, do também norte-americano Justin Gatlin, um dos maiores rivais de Bolt atualmente. Ainda com 18 anos, o garoto já havia sido o primeiro a baixar a casa dos 20 segundos nos 100 metros sem chegar à maior idade. Em Atenas-2004 deu azar e se contundiu no tendão, ficando fora já nas etapas classificatórias.

Sua nova chance viria em Pequim-2008, e o jovem de apenas 22 anos assombrou o mundo com três medalhas de ouro e recorde mundial. Os 9s69 conseguidos nos 100m pareciam chocantes à primeira vista, até que no ano seguinte ele baixaria ainda mais a marca, no Campeonato Mundial de Berlim (Alemanha) - 9s58. 

Até Londres-2012 ele nunca havia chegado a uma competição com um status tão grande de favorito. Todos sabiam que ele repetiria o feito e levaria o bi nas três provas. E foi isso que aconteceu. Não houve uma competição justa para os meros mortais na Inglaterra.

Brasil

A vinda ao Rio ficou até ameaçada durante um período, já que contusões afastaram o corredor das seletivas de seu país, o que não lhe rendeu marcas para competir pelas vagas. Graças a um resultado conquistado no início do ano ele pôde vir para os 100m, e uma escolha do governo local garantiu sua vaga nos 200m. Passaporte garantido e ingressos mais que disputados para vê-lo no Engenhão.

As graças, caretas e gestos característicos no telão levam a torcida ao delírio e suas vitórias colocaram um ponto final nas dúvidas sobre sua resistência depois de mais de uma década de competições. Ao mesmo tempo que Michael Phelps provou que ser “trintão” não faz diferença, Bolt rejeitou todo o barulho que existia ao redor de Gatlin e sua vontade de ganhar ao vencer com sobra as provas individuais.

E agora?

Já sabemos como a Jamaica tem competido nos Jogos Olímpicos quando chega a hora do atletismo. A geração mais recente trouxe Yohan Blake (prata em Londres nos 100 e 200m) para substituir Powell, e as medalhas continuam certas. Mas sabemos que os recordes de Bolt são muito difíceis de serem batidos - além do 9s58 nos 100 metros, ele ainda possui 19s19 nos 200. Para quem quer ver esses números superados, há a necessidade de esperar pelo surgimento de um novo fenômeno, se é que isso algum dia vai acontecer.

Foto: Ministério do Esporte